Universidade de Macau abre cinco faculdades de tecnologia, quatro delas em Hengqin
A instituição reestrutura seu sistema de ensino com novas escolas de medicina, engenharia e inteligência artificial, consolidando presença na zona de cooperação profunda entre Guangdong e Macau.

A Universidade de Macau (澳门大学) começou a operar, a partir de 1º de agosto, cinco novas faculdades de ciência e tecnologia e dois institutos de pesquisa de ponta. São elas: Faculdade de Medicina, Faculdade de Informática, Faculdade de Engenharia, Faculdade de Ciências, Faculdade de Design, além do Instituto de Pesquisa em Cidades Inteligentes e do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial e Ciências do Cérebro.
Quatro das faculdades — Medicina, Informática, Engenharia e Design — funcionarão no campus de Hengqin (横琴粤澳深度合作区校区), na zona de cooperação profunda entre Guangdong e Macau. A mudança faz parte de um projeto de expansão que reposiciona a universidade na região e a aproxima do polo de inovação tecnológica da Grande Baía.
O reitor da universidade, Song Yonghua (宋永华), explicou que a reestruturação levou dois anos de pesquisa sistemática, validação de especialistas e aprovação interna. O objetivo é fortalecer o ensino de tecnologia e a pesquisa de ponta, reorganizando recursos já existentes na instituição.
As cinco novas faculdades criam uma arquitetura de disciplinas que cobre ciência básica, engenharia, inteligência artificial, medicina moderna e design criativo. A universidade promove a fusão entre medicina, engenharia, informática e inteligência artificial — o que a instituição chama de integração "médico-engenharia-informática-inteligência".
Os dois institutos de pesquisa alinham-se com estratégias nacionais chinesas: um foca em cidades inteligentes, governança urbana e desenvolvimento verde e de baixo carbono; o outro reúne pesquisadores de várias nações para trabalhar em inteligência artificial geral, neurociência, robótica e ciência de dados, buscando aplicações em medicina, gestão social e tecnologia.
Com as cinco novas faculdades, a Universidade de Macau passa a ter dez escolas. Dois outros institutos estão em preparação — de Ciências da Vida e de Medicina Clínica e Translacional —, o que elevará o total de institutos de pesquisa para onze.
A expansão faz parte do projeto de construção da Cidade Universitária Internacional Macau-Hengqin (澳琴国际教育(大学)城). A universidade adota agora um modelo de "um campus, dois espaços" com gestão integrada transfronteiriça.
Segundo a instituição, o número de estudantes na área de tecnologia deve chegar a 14.500. A mudança aumenta a capacidade de formar profissionais em tecnologia, responde às demandas da região e promete elevar a qualidade do ensino, pesquisa e dos graduados.
Com informações de zhuhai.gov.cn
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