Drones de Zhuhai levam ajuda humanitária a vilarejos isolados em Guizhou
Equipe de pilotos de Zhuhai percorreu 600 km para entregar suprimentos essenciais a 11 comunidades afetadas por enchentes

Quando as estradas de terra foram engolidas pela lama e as pontes, arrancadas pela correnteza, a única forma de alcançar os moradores de Hengzhou (横州), na província de Guangxi, foi pelo ar. Três pilotos da empresa de aviação Wanyi Tianxia (万翼天下), com sede em Zhuhai, foram os primeiros a chegar ao epicentro da crise, transformando drones em uma ponte vital entre o mundo exterior e as comunidades isoladas.
O desastre foi provocado pelo tufão Meisake (美莎克), o décimo da temporada de 2026, que trouxe chuvas intensas na primeira quinzena de julho. A água subiu com força no reservatório Liulan (六蓝), uma barragem de terra construída em 1958, que acabou cedendo. A inundação resultante cortou a comunicação e o acesso terrestre a 11 vilarejos, deixando as famílias sem comida, água ou medicamentos.
Na tarde de 10 de julho, Li Junyi (李俊毅), de 27 anos e ex-militar, recebeu a ordem de partida. Junto com dois colegas, ele dirigiu por mais de 600 quilômetros durante a noite. Ao chegar, a equipe não perdeu tempo: logo pela manhã do dia 11, os drones decolaram carregados com cerca de 100 quilos de suprimentos cada, incluindo água potável, alimentos e kits de emergência.
A operação fez parte de um esforço coordenado que envolveu centenas de drones de todo o país. Enquanto as máquinas de carga transportavam os itens essenciais, outros aparelhos faziam varreduras aéreas para mapear deslizamentos de terra e localizar pessoas presas, ajudando as equipes de resgate a agir com precisão. Em alguns pontos, a tecnologia permitiu até o transporte de geradores elétricos para restabelecer a energia nos abrigos temporários.
Apesar da alta tecnologia, o terreno montanhoso impôs limites. Em áreas onde o sinal dos drones não alcançava, os pilotos e voluntários desceram das aeronaves e carregaram equipamentos e suprimentos nas costas, caminhando por quilômetros de lama e rochas. Essa combinação de voo e caminhada a pé garantiu que nenhum dos 11 vilarejos ficasse desassistido.
Após três dias de trabalho ininterrupto, a escassez de materiais nas comunidades foi superada. De volta a Zhuhai, a equipe de Li Junyi já planeja melhorias técnicas, como o aumento da autonomia de voo e a melhoria do sinal de comunicação, para que, em futuras emergências, a 'linha de vida' aérea seja ainda mais robusta e confiável.
Com informações de zhuhai.gov.cn
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